
se aproxima o feriado
e ferido, desço o rio
e vou pro mar.
no sal de dunas líquidas
recupero-me da saudades
dos tempos em que era peixe,
girino, estrela, lua e água-viva.
...sandices.
ferida de saudade não fecha
nem com mertiolate,
nem com as lágrimas,
nem com os pulsos cortados.
saudade se cura no sonho
e no tempo.
um grande abraço,
braço branco dos antigos
rostos que carrego
no meu peito nu.
por osmose
amargo o mar...
ou não?
só é claro o turvo
e tudo até parece solução
nas derradeiras madrugadas
(insolúveis).
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vou descer a serra, de verdade. tem uma semana inteira pela frente em porto seguro...
fazer o quê?... semana que vêm eu tô de volta...
PORTO QUE NOS SEGURE!!!
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