
aurora vermelhada
sangra toda elegia
plena madrugada
meio dia em meia hora
no meu quintal
raios caem como flechas
vespertina flor floresce
com suas raízes já na noite
pressentindo o seu destino
noite branca e cara pálida
palacete dos sonhos caídos
nem a flor vermelha da alvorada
me compadece com algum sentido
tudo tido tudo feito
chega logo a meia noite
e tudo refaz
e tudo finda
infinita noite
nunca morre a meia noite
nunca brota a madrugada
nunca troca coisa por outra
infelizmente
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